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sexta-feira, 12 de junho de 2015

MOVIMENTO HIP HOP MILITANTE QUILOMBO BRASIL



TODO APOIO AOS QUILOMBOLAS INDÍGENAS E CAMPONESES






                           MOÇÃO DE APOIO

              O Movimento Nacional de Hip Hop Militante Quilombo Brasil é uma entidade político-cultural fundada em 2009 que utiliza os três elementos da cultura hip hop (o break, que é a dança, o grafite, a arte visual e o rap, a música) como instrumentos de conscientização e mobilização da juventude negra e pobre da periferia para lutarem contra a exploração e toda forma de opressão.
O Quilombo Brasil vem por meio desta moção, apoiar as comunidades quilombolas, indígenas e camponesas que estão ocupando a sede do lNCRA/MA desde o dia 08 de junho de 2015. Essas comunidades denunciam a violência promovida pelo Estado brasileiro que fere a Constituição Federal de 1988 quando não reconhece às comunidades quilombolas a propriedade definitiva dos seus territórios, contrariando aquilo que preconiza a referida legislação que responsabiliza o Estado pela emissão de seus respectivos títulos.Da mesma forma o Estado, através de seus órgãos que deveriam fazer cumprir o mandato constitucional, a exemplo da FUNAl, nega às comunidades indígenas o direito à terra.
Quilombolas, indígenas e camponeses são expulsos de suas terras, formando um grande contingente de marginalizados que povoam as periferias das cidades, sem acesso a emprego, saúde e educação de qualidade, saneamento básico, tendo muitas vezes que viver em condições sub-humanas. 
O Estado que silencia perante a ação violenta do latifundio e do agronegócio que expulsa os povos tradicionais do campo, lhes nega o acesso às políticas públicas e ainda lhes impõe leis como a PEC 215 que transfere o poder de demarcação e titulação de terras do executivo para o legislativo, com isso dando plenos direitos ao congresso nacional formado basicamente por empresários e latifundiários determinarem que têm direito à terra.

Diante do descaso do governo com essas comunidades, nove quilombolas, sendo seis mulheres e três homens, entraram em greve de fome como último recurso para forçar o governo a criar um canal de negociação sobre sua pauta de reivindicação. As consequências desta greve de fome é de inteira responsabilidade do governo Dilma, que segue praticando o racismo institucional e o genocídio do povo negro.

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