sábado, 5 de dezembro de 2015

QUE A PERIFERIA SAIA ÀS RUAS E QUE TODOS OS CORRUPTOS CAIAM FORA!



Em meio à grave crise econômica, social e política que vive o país os políticos que têm afogado a periferia em seu próprio sangue agora vivem sua guerra particular.  Cunha (PMDB) e Dilma (PT) entraram em rota de colisão e precisam do apoio popular para preservar suas carnes. Os novos escravocratas do PSDB, DEM, Solidariedade, PDT e toda a corja da Direita racista também chamarão nosso povo para caminhar ao lado da “Casa Grande”. Que se danem todos!
 Nós do Movimento Hip Hop do Maranhão “Quilombo Urbano” somos contra o impeachment da presidenta Dilma (por que isso significa passar o poder das mãos de um opressor à outro), mas não somos a favor de sua permanência no poder e nem que a Direita assuma. Nossa defesa é que saiam todos e que novas eleições sejam realizadas! Por isso convocamos todas às organizações que construíram as Marchas das Periferias no “Novembro Negro” a retornem às ruas com força total.
 O PT, a CUT, a UNE e todos os partidos e entidades que fazem vista grossa aos ataques do governo Dilma contra a periferia e o povo negro não têm um grão de areia de moral política para chamar nosso povo a defender esse governo. Esse povo esqueceu que nossa carne sente dor, que nossos olhos lacrimejam e que nossa alma morre! Porém, podem até arrancar nossas vidas, mas não roubarão nossa consciência!
Ao transferir quase metade do orçamento público para os banqueiros, o governo do PT é responsável direto pelo crescimento em 53,7% dos casos de homicídios praticados contra mulheres negras entre 2003 a 2013 (dados do Mapa da Violência de 2015).  Ao cortar quase 100 bilhões dos serviços públicos com o “ajuste fiscal racista”, Dilma deve está achando pouco o crescimento de 32,% dos homicídios praticados contra jovens negros nesse mesmo período, que coincide com a gestão petista.
Não foi por menos que o ex-presidente Lula teve a cara de pau de pedir ao governador Pezão (PMDB-RJ), que lidere o movimento em defesa do mandato de Dilma, isso três dias depois da PM do Rio de Janeiro ter arrancado brutalmente a vida de cinco jovens negros.  Para os familiares desses jovens, Lula e Dilma não deram uma palavrinha.
 Quando a Casa Grande da Direta e os Capatazes do PT brigam, a nossa tarefa é construir milhares de quilombos por todo o país para libertar nosso povo. São muitas lutas acontecendo e que são protagonizadas principalmente pela juventude favelada e pelas mulheres negras, e isso nos enche de orgulho. Porém, é hora de construir unidade dessas lutas com os operários, professores, estudantes, quilombolas, indígenas e camponeses. Que as ocupações das escolas no estado de São Paulo se estendam às fábricas, às indústrias, aos prédios ociosos. Que todos os territórios que o latifúndio e o agronegócio roubaram dos quilombolas e indígenas sejam retomados! Que a PM deixe de existir e de massacrar nosso povo! Que o pagamento da dívida pública seja suspenso imediatamente e que esses recursos sejam destinados para atender as necessidades do povo pobre! Que essas lutas sejam aprendizados para a construção do socialismo!
              Não será possível barrar o genocídio do povo negro sem parar o Brasil!
GREVE GERAL E ELEIÇÕES GERAIS JÁ E QUE NÃO FIQUE NENHUM BURGUÊS SAFADO NO PODER! 

Movimento Hip Hop organizado do Maranhão “Quilombo Urbano”

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SOMENTE OS PLAYBOY’S TEM DIREITO AO LAZER NO GOVERNO DE FLÁVIO DINO!

O governo que retira o lazer da juventude negra e pobre é o mesmo que reprime suas festas.  Como na época da escravidão ou da oligarquia Sarney, a juventude negra e pobre não pode mais se reunir que vira ameaça.  Numa festa com mais de 200 jovens e adolescentes, todos são de “facção”? É isso mesmo? Meses atrás em uma festa realizada nesse mesmo espaço, uma casa na Avenida Santos Dumont, dezenas de jovens e adolescentes foram detidos! A alegação é que a festa era de uma “facção” e que os lideres chegariam mais tarde. Ora, por que então a polícia se apressou? No espetáculo promovido pela PM e pela mídia sensacionalista do Maranhão, foram apresentadas as armas apreendidas na festa: todas as armas brancas (facas) e a festa era um churrasco. Ou será que já se corta carne com colher?
Não estamos querendo defender facções sejam elas A ou B, na verdade nossa opinião é que essas “organizações” só alimentam a política nojenta que a polícia e o governo têm articulado para caracterizar todos os adolescentes da periferia como membros de facções para, assim, desviarem a atenção da população dos gravíssimos problemas sociais que enfrentamos. Esse é nosso alerta!
Essa juventude está servindo de bucha de canhão para as elites destes estados, políticos corruptos e seus jornalistas carniceiros. Uns saqueiam os cofres públicos e os outros recebem propinas para fazer porcaria jornalística.  Vocês já se perguntaram por que PM não dá investida nas orgias regadas a muita droga pesada organizada pela playboyzada desta cidade?  Por que os branquinhos do lado de lá da ponte não são mostrados nos programas policiais das nossas manhãs? Os traficantes que vendem droga no atacado moram mesmo nas periferias? Ora, a PM é aparelho repressor do Estado e ela serve a quem controla o Estado, e quem serve não reprime quem manda, é obvio assim!  A criminalização das drogas serve para justificar a repressão na periferia, enquanto a playboyzada adormece o nariz em suas “Sodomas de luxo” para no dia seguinte tirar onda com os pretinhos cabisbaixos nas TV’s e nos jornais controlados pela grana de seus pais. 
No nordeste, o governador Flávio Dino (PC do B) é o principal articulador da aplicação do “ajuste fiscal” de Dilma que só da educação cortou mais de 12 bilhões e cerca de 90 bilhões dos serviços públicos em geral. Por isso, transformar “resenha” em noticia central serve para tirar o foco dos ataques aos serviços públicos, principal causa da violência nesta cidade. Flávio Dino e Edvaldo Holanda estão preocupados é em aprovar o Novo Plano Diretor desta cidade para remover comunidades inteiras, permitir construção de apartamento de 35 andares e destruir o que resta de alternativa de lazer na periferia, mesmo que essa não seja a melhor forma de se divertir.
As escolas estão sem as mínimas condições de funcionar, mas o problema esta nessa juventude. O desemprego está nas alturas, mas a o problema está nessa juventude. Os programas sociais estão quase todos parados, mas a culpa é desta juventude! Infelizmente, Flávio Dino utiliza os mesmos ingredientes da velha oligarquia Sarney contra a juventude negra e pobre deste estado, justamente por que não tem políticas publicas a oferecer para a periferia, de nada valendo, então, a tal secretaria da juventude ou da igualdade racial do seu governo.
Pelo direito à vida e ao lazer de nossa juventude!
Fim da PM e da repressão nas periferias!
Mais escola, menos cadeias, mais professores, menos polícia!
Pela construção de área de lazer nas periferias!
Geração de emprego para negros e pobres!
Abaixo o racismo e o extermínio da juventude negra!

Movimento Hip Hop do Maranhão “Quilombo Urbano”

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Um aviso à polícia de Flávio Dino e ao setor dela que ainda serve aos sarney’s: Vocês não calarão os militantes do Movimento Hip Hop Quilombo Urbano!
                     Agressão policial racista parte I
“Nós deveríamos era botar você para lamber o chão”, assim esbravejou um dos policiais militares após uma secção de agressões que praticou contra o jovem e militante do Quilombo Urbano e da juventude do PSTU, Diomar Vasconcelos, na noite da última quarta-feira (23/09). O que motivou essa ação truculenta foi o fato de Diomar ter filmado do seu celular as agressões que estes mesmos policiais estavam praticando publicamente após detenção de dois jovens negros no Terminal de Integração da Praia Grande, Centro Histórico de São Luís. Os referidos policiais estavam tirando plantão no posto policial da Praia Grande.  Esse fato foi o estopim para que os policiais tomasse o celular do nosso militante que tentou correr, mas foi detido, humilhado publicamente, teve seu celular jogado dentro d’água para destruir possíveis provas, e ainda recebeu vários tapas e pontapés no peito, tudo isso ainda no posto da PM na Praia Grande.  Parte destas cenas foi presenciada por uma militante negra ligada ao Fórum Estadual da Juventude Negra do Maranhão (FEJUNE). Depois Diomar foi transferido para o Plantão Central que fica localizado no centro da cidade, ao lado do Parque do Bom Menino. De lá só foi liberado devido a intervenção de duas companheiras negras, uma advogada e uma militante da ANEL, e da chegada de militantes do Quilombo Urbano, Quilombo Raça e Classe e do PSTU.

         Dez dias antes, algo parecido havia acontecido!
Não deu nessa, mas na rua eu vou te “agarrar”, te “quebrar” e te prender”.  A frase foi proferida também por policiais militares em tom de ironia e ameaça após agredirem com tapas no peito o grafiteiro Gegê, também militante do Movimento Hip Hop “Quilombo Urbano”. O fato ocorreu no dia 13 de setembro quando vários grupos de grafite participavam do Projeto “Esporte e Educação” na Escola CEGEL, também localizada no Centro de São Luís.  No primeiro momento, os policiais apreenderam os materiais dos grafiteiros Gege e Agu, sendo apenas o primeiro militantes do QU. O material chegou a ser devolvido aos grafiteiros após uma funcionária da escola ter se deslocado até o Plantão Central e ter questionado a ação da PM. Porém, não satisfeitos os mesmos policiais voltaram ao local do evento, onde a funcionária da escola não mais se encontrava, e, covardemente, agrediram o grafiteiro Gegê com vários tapas no peito. É inadmissível para nós que o mesmo Estado que diz reconhecer a grafitagem como arte educativa, é o mesmo que criminaliza os grafiteiros, sobretudo os pobres e negros.
Nós não vamos mais tolerar atos desta natureza contra nossos militantes e contra a juventude negra e pobre de maneira geral!
Sabemos que no interior da corporação policial do governo do Estado existe ainda uma forte influência dos grupos ligados a oligarquia Sarney, grupo este que sempre se alimentou e ainda se alimenta do caos gerado pela violência de maneira geral e fazem disso política rasteira para ganhar a simpatia de uma população tomada pelo medo e pela sensação de impunidade. Repressão e mais repressão aos pobres, aos negros e a periferia é o que o jornalismo ligado a sanguinolenta oligarquia Sarney exige cotidianamente às forças policiais do estado do Maranhão. Contudo, a responsabilidade total pelo conjunto da polícia militar é do senhor governador Flávio Dino (PC do B) e é ele que deve tomar as medidas cabíveis para controlar o ímpeto racista e anti-pobre desta corporação. Ao contrário disso, Flávio Dino editou com as próprias mãos a Medida Provisória 185 que dá “carta branca” para a polícia agredir e matar, já que estabelece absurdamente que o próprio Estado deve oferecer advogados para defender policiais assassinos. Essa medida é uma das grandes responsáveis pelo alto índice de homicídios praticados pela polícia maranhense em 2015, que em apenas três meses superou todo o ano de 2014. Essa medida fortalece mais ainda o argumento de “auto de resistência” ou “resistência seguido de morte”, que a polícia sempre utiliza após praticar homicídios na periferia. Nesse caso, a vítima, já sem vida, é que é julgada pelo assassino, a quem cabe sempre a primeira e última palavra.  Foi assim, no caso do Jovem Fagner, assassinado com um tiro na cabeça por um policial militar durante ação de despejo forçado na Vila Luizão. Essa é a política de “promoção racial” de Flávio Dino, ampliar ainda mais os casos de violência praticado contra a população negra, já que a taxa de homicídio do Maranhão cresceu 400% entre 2004 e 2014, entre quais 85% negros. Se existe forças ocultas ligados a oligarquias dentro da forças policiais de Flavio Dino, queremos dizer que nossa organização não servirá de bucha de canhão a essa comandita, mas exigimos que o atual governo do Estado (PC do B) identifique e puna um por um dos policiais que praticaram esses atos. Seguiremos firmes cantando, grafitando, dançando e lutando contra o racismo e o capitalismo!
·         Pelo Fim do extermínio da juventude negra!
·         Abaixo a MP 185 e os autos de resistência!
·         Pelo fim da perseguição do PM aos militantes do movimento popular, negro e da esquerda!
·         Desmilitarização da polícia já!
·         Mais Escolas, mais lazer, menos cadeia e o fim da repressão!
·         Abaixo o racismo!
Movimento Hip Hop Organizado do Maranhão “Quilombo Urbano”
Movimento de Hip Hop Militante Quilombo Brasil



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

É PRECISO DÁ UM BASTA NO EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA NO MARANHÃO!


      No último dia 13 de agosto de 2015, o jovem Fagner Barros, de 19 anos foi morto pela Polícia Militar do Maranhão durante uma reintegração de posse de um terreno na Vila Luizão.

Fagner Barros

      O Governo do Estado do Maranhão lançou uma nota afirmando que a responsabilidade pelo ato era do cabo que efetuou os disparos e do comandante da operação e também que iria prestar toda a assistência à família da vítima.
      O Governador Flávio Dino (PC do B) com essa nota e com a ida de uma comissão representativa do governo à residência da família, formada pelo secretário de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves; a secretária adjunta de Participação Popular, Creuzamar de Pinho; e o secretário adjunto de Direitos Humanos, Igor Almeida, tenta se eximir da responsabilidade pela morte do jovem e culpabilizar unicamente o cabo responsável pelos disparos e seu comandante.
      A verdade é que esse aumento da violência policial era previsto, diante da Medida Provisória nº185 editada pelo governador Flávio Dino, que dá à polícia “licença para matar”. A Polícia Militar, amparada por esta MP tem o aval do governo para tratar a juventude negra e as manifestações populares de forma extremamente truculenta, levando a cabo a política estatal de extermínio da juventude negra e a criminalização dos movimentos sociais.
      No dia 6 de agosto, moradores da Vila Nestor que faziam uma manifestação, ao chegarem nas proximidades do Palácio dos Leões, sede do governo, foram recebidos pelos policiais militares com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. Vários manifestantes ficaram lesionados, uma criança de 3 meses sofreu queimaduras pelo corpo e teve que ser internada.

Veja o vídeo no link: https://www.facebook.com/vias.defato.5/videos/723375557791843/?pnref=story


      A forma intolerante e truculenta como esse governo lida com manifestações é algo terrível, vide exemplo da forma como três comunidades rurais no município de Buriticupu-MA (21 de Maio, Casa Azul e Pau Ferrado) impactadas pela duplicação da Estrada de Ferro Carajás, foram tratadas enquanto se mobilizavam contra a Vale, ambas acorridas no mês de junho. De acordo com moradores das comunidades, as manifestações sofreram intervenções policiais violentas e com graves violações de direitos humanos, onde policiais com toucas ninjas e sem identificação ameaçaram os moradores. Um ônibus que presta serviço para a Vale deu suporte à operação.  Tudo isso dá a idéia a quem este governo e sua polícia serve. A partir do final de março, houveram várias manifestações estudantis contra o aumento das passagens do transporte coletivo na cidade de São Luís. Na noite do segundo dia de manifestação vários estudantes fizeram B.O. no Plantão Central do Parque do Bom Menino denunciando a forma truculenta como a polícia atuou. 
      O número de mortes violentas na Ilha de São Luís nos primeiros cem dias do ano é praticamente igual ao de todo o ano passado, quando o complexo Penitenciário de Pedrinhas enfrentava uma crise histórica. Este ano sob o governo de Flávio Dino foram 310 mortes ocorridas nestas circunstâncias . Ano passado sob o Governo de Roseana foram 311 casos. A diferença reside nos homicídios provocados pela polícia, que está atingindo índices assustadores. Só esse ano, 95 pessoas morreram no Maranhão em decorrência de intervenção a Polícia, contra 11 no ano passado (dados  divulgados pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos).
      O resultado das eleições de 2014 no Maranhão refletiu a vontade do povo de se libertar do jugo da oligarquia Sarney, mas como resposta, o governo Flávio Dino institucionaliza o extermínio da juventude negra.  Não basta apenas pedir desculpas aos familiares do jovem Fagner Santos ou prender o cabo assassino!
Exigimos que Flávio Dino revogue imediatamente a Medida Provisória Nº185!

                           Chega de extermínio da população negra!

MOÇÃO DE APOIO AOS TRABALHADORES DA GM

O Movimento de Hip Hop Militante Quilombo Brasil é uma entidade político-cultural nacional filiado à CSP Conlutas que utiliza os elementos da cultura hip hop como instrumentos de conscientização e mobilização da juventude negra e pobre da periferia para lutarem contra a exploração e toda forma de opressão. 
                O Quilombo Brasil vem por meio desta moção, se solidarizar aos metalúrgicos da General Motors, demitidos no dia 8 de agosto e ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos que vem travando uma intensa batalha com a direção da montadora, no sentido de reverter as demissões e garantir a estabilidade no emprego dos seus trabalhadores.
                No último 8 de agosto, sábado, às vésperas do dia dos pais, cerca de 250 metalúrgicos da GM foram surpreendidos com um telegrama avisando de suas demissões. A GM que no mês de Julho demitiu na fábrica de São Caetano do Sul cerca de 500 trabalhadores não poupou nem a data comemorativa em que a grande maioria de seus trabalhadores comemoram com seus pais e/ou com seus filhos.
                Esta empresa é beneficiada com incentivos fiscais do governo, nesse sentido exigimos que o governo federal edite uma medida provisória que garanta a estabilidade do emprego, assim como intervenha junto à empresa para que seja aberto um canal de negociação entre o sindicato e a GM, pela redução da jornada de trabalho para 36 horas sem redução de salário e pela reversão das demissões.

Que nenhum trabalhador seja demitido!

Que os ricos paguem pela crise!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

NEM DIA 16, NEM DIA 20. NÃO DÁ PRA SER BUCHA DE CANHÃO DOS NOSSOS INIMIGOS!

A juventude negra e pobre deste país não aguenta mais tanto estica e puxa! Chega de PT e de PSDB! Esses dois partidos juntos governaram este país por mais de 20 anos e governaram para a burguesia racista, para o agronegócio, para o imperialismo. Para nosso povo sobraram às cadeias lotadas, a polícia mais letal do mundo, o desemprego, a educação falida, as filas nos hospitais sem leito e sem médicos, o genocídio negro, a ocupação militar de nossas comunidades, a perseguição às nossas manifestações culturais e religiosas. O PT traiu os pretos, traiu os pobres, traiu os sem-terras, os quilombolas, os operários, as mulheres pretas, traiu nossas esperanças. Então, PT, não nos venha com convite para caminhar ao lado dos nossos algozes de classe e de raça! Um partido ajuda a ocupar o Haiti, humilha, explora, estupra e mata nossos irmãos e irmãs não merece o apoio dos verdadeiros pretos deste país. Vossa bandeira está suja com o sangue da juventude do Cabula e de mais de 200 mil negros mortos nesse país nos últimos 15 anos. Não PT, não chame meu povo para o dia 16! Chamem Sarney, Maluf, Collor, Temer, Calheiros, Cabral, Marinho e todos os que herdaram o que o nosso povo produziu em mais de quase 400 anos de escravidão, pois são esses os heróis de Lula, esqueceu? Nós não devemos ir ao ato dessa gente traidora! 
Dos coxinhas do PSDB vamos manter total distância, esse povo exala “casa grande” e sentem nojo do nosso povo. Foram eles que entregaram grande parte de nossas riquezas aos gringos, privatizaram tudo que puderam, endividaram o país e engordaram os ricos. Querem voltar ao poder por que acham que todos os ataques que o PT e PMDB tem feito contra o nosso povo é pouco. Eles querem mais, muito mais, mais latifúndio, mais privatizações, mais dívida pública, mais desemprego, mais racismo, mais extermínio, mais cadeias, mais Datenas, mais Felicianos, mais racistas, mais ditadores! Quem disse que nós não temos saída? Quando os holandeses invadiram esse país, a maioria dos nossos não ficaram nem do lado dos Holandas nem dos Portugas, preferiram construir os quilombos!
É essa a tarefa das quebradas neste momento; organizar os “quilombos” para mudar o país. Nosso lado é o dos trabalhadores, dos desempregados, dos injustiçados, dos que bloqueiam as BR, as avenidas, dos que estão em greves como os servidores públicos, os operários da GM em São José dos Campos-SP e tantos outros guerreiros e guerreiras. Nossa trincheira é a dos quilombolas, indígenas e camponeses que estão enfrentando as balas do agronegócio que financiaram tanto a campanha de Dilma como a de Aécio. A cara do dia 16 é a cara dos playboys, a cara do dia 20 é a cara dos traidores! Não vamos ser bucha de canhão nem de um nem de outro!
Vamos ganhar às ruas para dizer que os ricos paguem pela crise que os ricos criaram. Não vamos aceitar mais nenhum centavo cortado dos serviços públicos, não queremos mais polícia assassina em nossas comunidades, que o acesso as universidades públicas seja garantido, que as terras das comunidades tradicionais sejam tituladas, que nossas religiões sejam respeitadas, que nossos adolescentes tenham direito ao futuro, que o ECA seja cumprido e não destruído, que nossos cabelos crespos sejam respeitados, que nossas quebradas tenham mais espaços culturais e menos viaturas. 
Nem Dilma, Nem Aécio, Nem Cunha, Nem Congresso! Nossa saída para a crise é que a maioria governe!
TODO PODER A JUVENTUDE NEGRA E POBRE E AOS TRABALHADORES DESTE PAÍS!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

I Encontro Nacional do Movimento Hip Hop Militante "Quilombo Brasil"

I Encontro Nacional do Movimento Hip Hop Militante "Quilombo Brasil" 2ª ...

Gíria Vermelha 1º Festival Hip Hop Quilombo Brasil

Atack Fulminante 1º Festival Hip Hop Quilombo Brasil

Cangaceiros Gangster 1º Festival Hip Hop Quilombo Brasil new

Reviravolta 1º Festival Hip Hop Quilombo Brasil new

Bolufão 1º Festival Hip Hop Quilombo Brasil

Cintia Savoli 1º Festival Hip Hop Quilombo Brasil

Dialeto Preto 1º Festival Hip Hop Quilombo Brasil.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

NA OCUPAÇÃO DO INCRA-MA, ONDE ESTÃO NOSSOS “PARCEIROS” POLÍTICOS?


Quando é para denunciar atrocidades praticada pelo Estado branco e burguês contra o povo negro, os dedos de uma mão basta para contar essas entidades, sobretudo aquelas que tiveram que modificar seus estatutos e suavizar sua política para “captar” recursos junto ao Estado. Por incrível que pareça, é justamente quando a violência institucional (estatal) recrudesce contra nosso povo, que essas entidades e seus intelectuais insistem em dizer que o Estado (sem adjetivo de raça e de classe) finalmente está se tornando um grande “parceiro” da sociedade civil. Ora, sociedade civil é arena da luta de classe e de raça; e “em cima do muro” dessas lutas sSe eu fosse colocar na “ponta da caneta” a quantidade de movimentos e ONGs que nesses 25 anos de Quilombo Urbano já nos convidaram para fazer parcerias em projetos de captação de recursos para “combater o racismo” e “tirar a negrada do crime”, a caneta falharia e a lista não se completaria. Salvo raras exceções, nossa resposta sempre foi NÃO, e esse NÃO será entoado com muito mais força depois do silêncio criminoso que muitas dessas organizações estão fazendo em relação a ocupação do INCRA-MA desde domingo passado pelos quilombolas, camponeses e indígenas. Nem mesmo os que entraram em greve de fome conseguiram romper o silêncio dessa gente. ó dá pra ficar se for calculando quanto vale uma “peça negra” num projeto qualquer. 272 mil negros assassinados em 10 anos nesse país é pouco? Nenhuma terra de remanescente de quilombola titulada pelo INCRA no Maranhão durante o governo Dilma é pouco? Dezenas de lideranças marcadas para morrer é pouco? É desse Estado etnocida que nos tornamos “parceiros”? Das pessoas que estão em greve de fome no INCRA desde terça-feira muitas são mulheres. Sim, são mulheres que aprenderem desde cedo que o machismo e o racismo se combate enfrentando as balas do senhorzinho do agronegócio e da sinhazinha que se “empoderou” no latifúndio da escravidão. É difícil não se emocionar e se indignar ao vê-las naquelas condições. Nós do Movimento Hip Hop “Quilombo Brasil/Luta Popular”, Movimento Nacional “Quilombo Raça e Classe”, Movimento Hip Hop Quilombo Urbano, CSP Conlutas, ANEL, CPT, MOQUIBOM e tantas outras organizações estamos solidários e juntos nessa luta, pois é ali que estão os nossos verdadeiros PARCEIROS (AS) da luta pela destruição do latifúndio, das opressões e do capitalismo; parceria essa que não cabe nos “projetinhos” em que a moeda de troca é silêncio político.“Negros senhores na América a serviço do capital não são meus irmãos. Negros opressores, em qualquer parte do mundo, não são meus irmãos”.(Solano Trindade).

sexta-feira, 12 de junho de 2015

MOVIMENTO HIP HOP MILITANTE QUILOMBO BRASIL



TODO APOIO AOS QUILOMBOLAS INDÍGENAS E CAMPONESES






                           MOÇÃO DE APOIO

              O Movimento Nacional de Hip Hop Militante Quilombo Brasil é uma entidade político-cultural fundada em 2009 que utiliza os três elementos da cultura hip hop (o break, que é a dança, o grafite, a arte visual e o rap, a música) como instrumentos de conscientização e mobilização da juventude negra e pobre da periferia para lutarem contra a exploração e toda forma de opressão.
O Quilombo Brasil vem por meio desta moção, apoiar as comunidades quilombolas, indígenas e camponesas que estão ocupando a sede do lNCRA/MA desde o dia 08 de junho de 2015. Essas comunidades denunciam a violência promovida pelo Estado brasileiro que fere a Constituição Federal de 1988 quando não reconhece às comunidades quilombolas a propriedade definitiva dos seus territórios, contrariando aquilo que preconiza a referida legislação que responsabiliza o Estado pela emissão de seus respectivos títulos.Da mesma forma o Estado, através de seus órgãos que deveriam fazer cumprir o mandato constitucional, a exemplo da FUNAl, nega às comunidades indígenas o direito à terra.
Quilombolas, indígenas e camponeses são expulsos de suas terras, formando um grande contingente de marginalizados que povoam as periferias das cidades, sem acesso a emprego, saúde e educação de qualidade, saneamento básico, tendo muitas vezes que viver em condições sub-humanas. 
O Estado que silencia perante a ação violenta do latifundio e do agronegócio que expulsa os povos tradicionais do campo, lhes nega o acesso às políticas públicas e ainda lhes impõe leis como a PEC 215 que transfere o poder de demarcação e titulação de terras do executivo para o legislativo, com isso dando plenos direitos ao congresso nacional formado basicamente por empresários e latifundiários determinarem que têm direito à terra.

Diante do descaso do governo com essas comunidades, nove quilombolas, sendo seis mulheres e três homens, entraram em greve de fome como último recurso para forçar o governo a criar um canal de negociação sobre sua pauta de reivindicação. As consequências desta greve de fome é de inteira responsabilidade do governo Dilma, que segue praticando o racismo institucional e o genocídio do povo negro.

terça-feira, 17 de março de 2015

Movimento Hip Hop Quilombo Brasil realizará encontro histórico na cidade de São Luís


No período de 02 a 04 de abril a cidade de São Luís, capital do Maranhão alcunhada de “ilha rebelde”, será palco de um encontro de Hip Hop militante que deverá entrar para história deste movimento no país. O encontro pretende reorganizar o Movimento Hip Hop Quilombo Brasil que foi fundado em 2010. Com o tema “Fortalecer o Hip Hop para organizar a periferia na luta contra as opressões e o capitalismo!” o encontro pretende reunir delegações de pelo menos oito estados da federação com aproximadamente 150 ativistas da cultura Hip Hop, entre delegados e convidados.

A entidade anfitriã do encontro é nada mais nada menos do que o Movimento Hip Hop Organizado do Maranhão “Quilombo Urbano”, organização que em 2014 completou 25 anos de existência, uma das mais antigas do Brasil.
Nos três dias de encontro serão debatidos temas como conjuntura política, o extermínio da juventude negra, luta contra as opressões (de raça, gênero e orientação sexual), produção cultural e autogestão no Hip Hop, método de organização, etc.

 O encontro acontecerá num contexto de polarização política e de acirramento da luta de classe e de raça em nosso país, o que aumenta ainda mais a importância de sua realização.  A expectativa dos organizadores e das delegações que se farão presente é de elevar o MHMQB a um grande pólo de organização política e cultural da juventude negra e pobre do país frente aos ataques dos governos e do grande capital.



domingo, 21 de dezembro de 2014

Carta aberta ao Festival BR 135


Antes de qualquer coisa gostaria de registrar que não sou contra a realização do Festival BR 135, contudo, este festival pisou na bola nesta edição.
Não estou falando dos grupos e bandas que participarão nesta edição, mas sim por silenciar uma atividade do Movimento Hip Hop Organizado do Maranhão Quilombo.
Como isso veio a acontecer?
A Praça da Criança sempre foi uma das mais esquecidas do Centro Histórico, mesmo tendo localização privilegiada. Esta praça que comumente vinha sendo utilizada para o consumo de drogas foi ocupada pelo Quilombo Urbano em 2006 que ali passou a desenvolver atividades políticas e culturais, renomeou a praça com o nome de Quilombo Cultural Lagoa Amarela em referência ao quilombo liderado por Negro Cosme. Este fato fez com a praça outrora conhecida como “cagatório” viesse a ser reconhecida como Praça do Rap devido, principalmente, as apresentações de vários grupos locais, do interior e de outros estados naquele espaço.
A Praça da Criança começou a ser ocupada pelo Hip Hop, não só pelo Quilombo Urbano, pois a mesma foi grafitada por artistas que não fazem parte deste movimento, mas que reconhecem a praça como um espaço do Hip Hop.
Amanhã, infelizmente, não acontecerá a SEXTA HIP HOP na Lagoa Amarela, pois lá ocorrerá apresentações de bandas e grupos no Festival BR 135, fato que só tomamos conhecimento pela internet, via facebook.
Não sei se tem algo haver com o festival, porém, vale ressaltar, que nossas atividades naquela praça sempre ocorreram tranquilamente até a última sexta-feira, quando um grupamento da Polícia Militar do Maranhão subiu até o referido espaço e colocou no paredão mais cinquenta (50) jovens e ameaçou de prisão os que ali estavam, principalmente, os que estavam a frente da atividade. Desligaram o som, agiram de forma abusiva, agressiva e autoritária, mas como somos um movimento organizado a atividade seguiu.
Não estamos, também, pleiteando participação no Festival, pois temos ciência que nosso discurso não condiz com certas parcerias estabelecidas pelo Festival, estamos colocando que há tempos realizamos atividades naquela praça, algo semelhante ao que aconteceu em Recife-Pe (Ocupe Estelita), mas o fato do Festival realizar uma atividade na Praça da Criança, sem comunicação, sem diálogo, sem aviso consideramos expropriação do espaço, alguns podem dizer que a liberação para o festival ocorrer veio por parte dos órgãos responsáveis, mas nós não estamos presos a essas formalidades, pois acreditamos que ao realizarmos a SEXTA HIP HOP naquela praça estamos cumprindo com a função social de um espaço público de lazer com são as praças. E assim como o festival tem sua programação, nós também temos e os grupos que se apresentariam nesta sexta-feira não terão o espaço da Lagoa Amarela.
Atenciosamente
Mano Magrão, rapper e militante do Movimento Hip Organizado do Maranhão Quilombo Urbano.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Pelo Fim Da Guerra Interna Na Periferia!!!

Só tenho a dizer que este não é um video clipe de rap comum!

compromisso!

Pelo fim do crack na periferia!

Rap de verdade!

valeu Raio X Nordeste!


Raio - X Nordeste - Que Droga

domingo, 2 de fevereiro de 2014

PELO FIM DA GUERRA ENTRE AS FACÇÕES E PELA DERRUBADA DA OLIGARQUIA SARNEY


Muita gente inocente está morrendo nesta guerra. Para nós isso é uma desgraça, mas para o governo de Roseana Sarney e os inimigos históricos da periferia isso tudo é motivo de muita felicidade que se comemora com lagostas e caviar. Até mulher grávida já foi morta nessa guerra e não temos dúvidas de onde partiu os disparos, da POLICIA RACISTA DE ROSEANA SARNEY!
A morte da pequena Ana Clara deveria servir de basta! Mas, não!  A guerra segue e Roseana Sarney quer continuar banhando de sangue a periferia. O pai de Ana Clara já fez parte do nosso movimento e sabe o quanto isso nos toca.  Aos seus familiares nossos sentimentos!
O clima de tensão em nossos bairros aumentou. A polícia de Roseana Sarney está matando a esmo e muitos corpos sequer são periciados. Há mais ou menos 15 dias atrás um militante nosso foi detido em uma abordagem no Jardim América em meio a uma atividade cultural do nosso movimento. Tudo isso pelo simples fato de ter dado “bom dia” aos policias. Favelado educado é “bandido” de alta periculosidade para a polícia de Roseana!
Quem produz a riqueza desse estado mora nas periferias, acorda cedo, pega ônibus lotado, come quentinha fria, recebe salário de miséria, não tem atendimento médico e educação qualidade. São essas pessoas que estão na mira da nova “Operação Tigre” da família Sarney. Pode a burguesia racista mostrar os dentes, pode os paparazzis dos programas policiais mandar matar nossa juventude e nossos familiares, mas não vamos recuar! Nossos 25 anos de periferia queremos comemorar com fim dessa velha oligarquia!
Por muito menos o governador Jackson Lago foi cassado! Mas, esse grupo está fazendo dos nossos bairros e do sistema carcerário verdadeiros campos de extermínios e nada acontece!  Está mais do que demonstrado que foram eles os responsáveis pela guerra entre as facções jogando presos de grupos rivais nas mesmas celas e pavilhões. Essa governadora tem as mãos sujas de sangue e com sangue nas mãos não pode mais governar!
A repressão policial não vai resolver nada. A guerra entre as facções também não!. A raiz de tudo isso está na oligarquia Sarney e é contra ela que temos quer lutar. Temos acordo com o preso que ligou para o programa “Bandeira 2” dizendo que “essa mulher tem que sair!”. Na verdade nós queremos muito mais do que a derrubada da oligarquia Sarney; nós queremos que os trabalhadores, os favelados e todos aqueles que sofrem nas mãos da Facção Sarney assumam o governo. Se nós conseguimos administrar nossas vidas em meio a tanta miséria, por que não administrar as riquezas que produzimos para acabar com a miséria que assola nosso povo?
FORA ROSEANA SARNEY!
Mais verbas para educação, saúde, geração de empregos, cultural e lazer nas periferias!
MOVIMENTO HIP HOP DO MARANHÃO QUILOMBO URBANO

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

PAZ DENTRO E FORA DAS CADEIAS! GUERRA À OLIGARQUIA SARNEY!


Aê favela! O Movimento Hip Hop Quilombo Urbano, que em 2014 vai fazer 25 anos de luta em defesa de nossa gente, vem propor um pacto de paz entre todas as organizações e as todas quebradas de São Luís.  É preciso fechar a torneira do liquido vermelho que escorre nas favelas e nas cadeias!
A organização criminosa que todos nós devemos combater nesse momento chama-se oligarquia Sarney. São eles que banham com sangue os sonhos da periferia.  HÁ quase 50 anos estão no poder humilhando nossa gente. Os netinhos deles dão rolê de jatinho e estudam no exterior, nossa molecada anda de chinelinho de dedo, pegam busão lotado, estudam em depósito e muitas vezes só tem o crime como horizonte para sobreviver na selva.
 As mães que choram as perdas dos seus filhos, são as mesmas que passam a noite no posto de saúde para marcar uma consulta. Eles vivem nos humilhando, mas nosso ódio é sempre descarregado contra nós mesmos.
Esses parasitas nos tiraram o direito à educação, a saúde, ao emprego, a felicidade, ao amor e seguem plantando o ódio entre nós. A PM que eles comandam não quer saber quem é bandido. Na favela para eles tudo mundo é igual.  Ninguém vive de boa sendo humilhado por morar na periferia. Se nos tratam assim, por que então não juntar os panos?
Os corpos sem vida no chão da favela ou no inferno de concreto de Pedrinhas têm a cor de nossa raça e a classe de nossa gente. É TUDO POBRE E PRETO, PARCEIRO!
É sangue de gente que mora nas quebradas com esgoto a céu aberto, sangue de gente cansada de tomar tapa de PM na cara, sangue de gente humilhada pelo patrão, sangue de gente que mora em barraco de madeirite onde a lata não tem leite e a panela não tem rango. Essa oligarquia maldita fundiu nossa paz em pólvora e sangue!
Lembram em 2010 quando jogaram Baixada e Capital na mesma triagem e no mesmo pavilhão? Quantos playboys morreram naquela fita? Nenhum! Até por que cadeia não foi feita para playboy.  Foram 18 só do nosso time, só da favela, só preto, só sofredor! Por várias vezes a fita se repetiu esse ano e a gota d’água foi na última quarta-feira (09 de outubro). Tudo facilitado para o sangue escorrer. Até quando irmão?
 Os manos das facções já mostram que tem capacidade de organização. Mas, é o seguinte, a organização não pode ser só para o crime, tem que ser pela favela, por todas as favelas.  
O favelado perigoso não é aquele que atira no próprio espelho, é aquele que se organiza para enfrentar quem humilha a favela, tipo aqueles que no Rio de Janeiro tão querendo saber onde a polícia enfiou o corpo do ajudante de pedreiro chamado Amarildo.
Nós não somos contra a organização dos presos para lutar por dignidade e respeito nas cadeias. Somos contra a guerra de sofredor contra sofredor. Nessa guerra, só quem ganha é a burguesia e os políticos corruptos.
Nossa união tem que ser no sofrimento, já que somos todos sofredores, e nossa luta tem que ser por justiça e liberdade, já que somos todos prisioneiros da pobreza, do desemprego, do racismo e do capitalismo.
O Quilombo Urbano não faz coro com Zé Povinho que quer aumentar a repressão contra a favela, nós conclamamos todas as favelas e periferias a se unir nesse momento para lutar contra a facção criminosa chamada oligarquia Sarney e melhorar as condições de vida de todos os favelados.
NEM GUERRA NA FAVELA, NEM PAZ PARA OLIGARQUIA!

PELO FIM DA GUERRA INTERNA NA PERIFERIA!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DO HIP HOP COMO ALTERNATIVA AO SEU PROCESSO DE DEGENERAÇÃO

O futuro político de uma parte significativa da juventude negra e residentes na periferia deste país está estritamente ligado ao futuro do Hip Hop. Infelizmente esta é uma realidade. Num país de forte tradição oral e de juventude com baixa escolaridade essa perspectiva se reforça mais ainda.
Neste sentido, nossa pretensão é demonstrar que a “nova ofensiva” contra o Hip Hop tem como objetivo bloquear o surgimento de uma nova leva de artistas hiphopianos politicamente engajados. Em outras palavras, uma nova “década de 1990”, período áureo do Hip Hop brasileiro, não pode se repetir de forma alguma no país com a maior desigualdade sócio-racial do mundo. Acrescenta-se a isso, o atual contexto de luta política que se abriu no país desde as ”jornadas de junho” e que, não por acaso, foi protagonizada pela juventude. Essa é a premissa que nos apoiamos para fazer o debate com os adeptos da cultura Hip Hop no Brasil.
AOS MESTRES, UMA PALAVRINHA.
Em primeiro lugar queremos lembrar que todos os processos revolucionários do século XX aconteceram com a participação ativa da juventude. A juventude tem uma tendência a rebelião, a negar modelos, a questionar o mundo em que vivem. Não estão ainda com a ideologia das classes dominantes consolidada em suas consciências. Esse é um problema que a burguesia teve que enfrentar ao longo da história, inclusive com sua própria juventude. Esse é o problema que nós temos que enfrentar com mais segurança para entender o que está acontecendo com o Hip Hop brasileiro.
Os mestres do Hip Hop que hoje se debandam para o conformismo político e que, por cima, aconselham a juventude hiphopiana a jogar a tolha no primeiro round da luta de classe, são os mesmos que na década de 1990 expressaram o mais legitimo sentimento indignação anticapitalista da história das periferias brasileiras. Então o que foi que aconteceu?
Alguns desses artistas têm mais de 40 anos e estão preocupados em arrumar a vida e fazer seu “pezinho de meia”, afinal de contas Hip Hop não garante aposentadoria para ninguém. Esses mestres já cumpriram uma linda etapa política, fizeram pela juventude negra e favelada muito mais do que os bancos escolares fizeram. Isso, porém, não lhes dá o direito de botar para dormir quem ainda está acordando para o mundo. Não são mais jovens, como foram na década de 1990, mas nem por isso devem esquecer aquela década. Nós, ao contrário, queremos relembrá-la.
1990: A DÉCADA DO RENASCIMENTO FÚRIA NEGRA
Nunca na história deste país, desde a abolição da escravatura, a juventude negra da periferia foi politicamente tão ativa como na década de 1990. De objetos das pesquisas acadêmicas tornaram-se verdadeiros “sociólogos sem diplomas” tomando para si as rédeas de seu próprio futuro. No inicio daquela década os mais velhos tinham em média 20 anos.
A academia tentava pesquisar a periferia e se chocava com a periferia pesquisando a si própria. As canções de rap tornaram-se verdadeiras teses políticas produzidas por gente doutorada em sofrer racismo, repressão policial e desemprego estrutural. A burguesia assistia atônita a juventude negra sem escolarização debruçada nos “livros cantados” da periferia com um prazer de dá inveja aos grandes pedagogos ligados ao Banco Mundial.
Alguns chegaram mesmo a entrar na faculdade via Hip Hop. O Movimento Hip Hop do Maranhão “Quilombo Urbano”, com 24 anos de existência, talvez seja o maior exemplo desse fenômeno. Muitos jovens que foram recrutados por esse movimento das entranhas das “gangues” de rua que proliferaram em São Luís na década de 1990 hoje são profissionais da educação básica, alguns são professores de universidades, mas a maioria militantes políticos da esquerda maranhense.
Dos “livros rimados” também brotaram os livros impressos. Dezenas de artistas ligados ao Hip Hop publicaram livros nos últimos dez anos por todo o Brasil a exemplo  Ferrez, MV Bill, Dexter, Afro X, GOG, Preto Ghoez, Edurado, ex-Facação Central, Rosenverck e Hertz (Gíria Vermelha) e muitos outros. Uma “literatura marginal” impossível de existir sem a existência de um movimento que serviu de abrigo a jovens marginalizados. Em suma, a década mais reacionária do século XX viu nascer o germe de uma juventude no mínimo anticapitalista, alguns declaradamente socialista e marxistas. Só que na visão da burguesia esse fenômeno não poderia vingar por muito tempo.
A FENIX DO GUETO TERIA QUE SER DOMESTICADA
Naquela década, a de 1990, houve uma incrível perseguição ao Hip Hop. Em 1994, sob a acusação de “incitação a violência”, os grupos Racionais e MRN  seriam detidos em show no vale do Anhangabaú-SP. No final do show o público revoltado apedrejou os policiais e depredou uma viatura. Nesse mesmo ano o rapper Big Richard também foi detido pelo mesmo motivo. Em 1997 foi a vez da banda “Faces do Subúrbio” de Recife que teve seus vocalistas detidos e espancados em pleno palco sobre a mesma acusação dos demais. Em 1999, o videoclipe da musica  “Isso Aqui é uma guerra” do grupo Facção Central foi censurado por apologia ao crime. Em 2000, o videoclipe Soldado do morro de rapper MV Bill também seria acusado de apologia ao crime.
Onde tinha organização de Hip Hop militante igualmente tinham problemas seriíssimos com a polícia. Militantes do Quilombo Urbano foram informados que o Estado os considerava “um grupo de ameaça à ordem”. No entanto, quanto mais perseguidos pelo Estado, mais legitimados eram pela periferia.
É claro que favelado sempre foi um problema para o Estado, mas não um problema político de envergadura tão grande. Seria preciso quebrar as pernas de quem estava caminhando rápido demais. A fênix que renascia furiosamente precisava ser domesticada e assim foi feito. Sobre esse processo de degeneração do Hip Hop e sua cooptação, sobretudo, pelo governo de Frente Popular do PT leia o texto “Manifesto as Organizações de Hip Hop” publicado em 2004 por Hertz vocalista do Gíria Vermelha. Aqui queremos expressar o que está em jogo no atual contexto.
A NOVA ONDA É CONTRA QUEM? CONTRA O HIP HOP OU CONTRA A PERIFERIA?
A burguesia atuou no silêncio, captou para o seu projeto político uma fatia importante do Hip Hop politizado. Operação feita, resultados a mostra. Inimigos históricos se solidarizam em programas de televisão ou nos gabinetes políticos.  O fenômeno PT se reproduziu no interior do Hip Hop.
Muitos estão espantados com a rapidez do processo. Xuxa virou temática de rima improvisada. Regina Casé utiliza o Hip Hop para mostrar ao mundo que o Brasil possui “democracia racial” e “harmonia de classe”.  O programa Malhação virou vitrine para artistas de Hip Hop.
Se em 2007 Mano Brow criticava pesadamente as ostentações do jogador Ronaldo “o fenômeno” ao afirmar que “o Ronaldinho comprou uma Ferrari de 500 mil dólares, 600 mil dólares. Só os juros disso aí... morou, mano? Mete um seqüestro nele, dá um meio de sumiço nele pra ver se ele não pára com essa putaria” (Revista Trip). Hoje, porém, Ice-Blue, vocalista do Racionais, aparece no videoclipe “Estilo Gangstar” ao lado do mesmo Ronaldo, cercados de carrões e mulheres.  Já Edy Rock, também do Racionais, disse em entrevista a TV Globo que “rap é negócio”.
Em meio às convulsões sociais que varreram o país nos últimos três meses, o Hip Hop pinta em cores harmônicas a relação entre a periferia e os jardins. Nunca o Hip Hop foi tão requisitado pela mídia comercial burguesa como nos últimos meses. Algo estranho?
Quem está assustado com tudo isso, se prepare, a ofensiva vai aumentar. Os ataques a periferia estão se intensificando por que a periferia não foi a grande protagonista das jornadas de junho, e sim um setor médio da classe trabalhadora, os mais escolarizados. De julho para cá um setor importante do movimento sindical também entrou em cena, tendo a CSP Conlutas a frente. O Hip Hop que tanto decantou a revolução, travou na hora “H”.  E como o governo teve que fazer pequenas concessões aos setores que lutaram alguém teria que pagar o pato; sobrou para a periferia.
A cooptação do Hip Hop é apenas uma expressão dos ataques à periferia. A burguesia que coopta é a mesma que massacra. A burguesia que está batendo mais forte na população negra é a mesma que afaga com mais carinho o Hip Hop. Enquanto a multidão trocava os programas de televisão pelas ruas, o Hip Hop trocava às ruas pelos programas de televisão. Já a polícia subia o morro para aumentar a tradicional carnificina de gente negra. A favela, sem organização política, pagava pela ousadia da juventude e da classe trabalhadora organizada.
O processo de cooptação do Hip Hop foi acelerado devido às jornadas de junho. Seria preciso segurar a favela na imobilidade política, para que a mesma não explodisse com a multidão.
Por outro lado, alguns grupos de Hip Hop estão sendo processados. Esse é o caso do grupo Irmandade de Teresina-PI e o grupo Apologia do Gueto de Fortaleza-CE.

OS JOVENS SEGUEM OS JOVENS
Hoje os artistas mais glamourizados pela mídia são os mais jovens. A matemática não é exatamente quantos Racionais a burguesia pode cooptar, mas quantos Emicidas eles podem fabricar. O fator juventude tem mais peso. Não há muita diferença política entre as músicas do Emicida e do Racionais. Os discursos também convergem.
Sendo assim, para a burguesia já não se trata tanto de ganhar o Racionais, o GOG, o Ferrez, etc., pois esses há muito tempo mudaram o discurso. A questão central é impedir uma nova “década de 1990” no Hip Hop.  E essa nova onda só seria possível com a juventude à frente.  A Globo sabe que o significa para o seu projeto político a presença do DJ Will, filho do DJ KLJay (Racionais), em seus programas.
O “Funk”, com suas proporções devidamente guardadas, também está passando pelo mesmo dilema. Os artistas do glamour midiático são quase todos jovens. Ora, o Racionais, GOG, Thaíde, Facção Central criaram uma legião de jovens seguidores na década de 1990 por que também eram jovens. No geral, os jovens seguem os jovens.
Hoje são poucos os artistas de rap politizados do Brasil com idade entre 18 a 25 anos que possuem influencia de massa. Os jovens seguem os jovens, por isso não são novos GOG e nem novos Brown que estão surgindo, mas uma legião de Emicidas. Uma legião de artista que não querem saber de debate político estratégico. Pensam o rap como negócio e como todo novo produto precisa de marca, a burguesia está denominando estes novos artistas de “rap universitário”. Um eufemismo para dizer que esses são mais inteligentes do que aqueles que se mantém na estética política da favela.
 Não ousariam falar isso na década de 1990. Naquela década não ousaram dizer que o Gabriel Pensador era “rap universitário”. Hoje estão mais a vontade, pois no próprio meio do Hip Hop têm aqueles que defendem sua elitização. Outros dizem que o Hip Hop deve servir para gerar emprego. Triste ilusão: fábrica aberta, empresa falida.  
Contudo, há um perigo eminente para a burguesia. A maioria desses jovens irão se decepcionar ao perceberem que a porta do sucesso não é tão larga quanto se pensa. São jovens e podem mudar o pensamento e a postura. Por isso, já não se trata mais de regenerar os mais antigos, mas de rejuvenescer o Movimento. E aqui entramos no ponto mais importante: o da construção de Movimentos Organizados com forte peso juvenil.
INDIVIDUALISMO CULTURAL OU ORGANIZAÇÃO COLETIVA: O DILEMA DO HIP HOP E DA PERIFERIA
Não dá para jogar para cima de grupos como o Racionais, GOG, Emicida a responsabilidade pelo processo de degeneração do Hip Hop brasileiro. Esses indivíduos são artistas e não militantes, ou seja, não são artistas militantes.  Afinal de contas eles estão traindo o que? Qual projeto? Qual programa? Vamos ficar cobrando que o Brown de 42 anos seja fiel aos ensinamentos do Brown de 20 anos? Na ausência de organizações políticas a juventude segue os homens individualmente. Infelizmente foi isso que aconteceu.
Brown não tinha programa e nem projeto coletivo, apenas um discurso muito inteligente, radicalizado, racial e classista. Uma legião de jovens abraçou isso, nada mais. O problema é que as pessoas mudam. Aliás, mais do que mudar, os homens, inevitavelmente, morrem! O que pode ficar então para as futuras gerações? As organizações e os seus programas ficam. Se vão atender os anseios de suas bases sociais é outro debate.
O Racionais é um grupo, não é uma organização. Não dava para enfrentar uma das burguesias mais poderosa do mundo só cantando rap politizado. A classe/raça que criou um dos mitos mais importante do século XX, o da democracia racial, jamais permitiria que uma juventude sem programa e sem projeto político estratégico mudasse a estrutura do Brasil.
A maioria dos mais antigos apostaram todas as suas fichas no PT. A decepção com o governo de Frente Popular (PT/PMDB) e com a tradição petista enlameada pelos sucessivos casos de corrupção empurraram esses artistas para a desilusão política. A descrença política no PT destruiu a crença na capacidade política da própria periferia. Não se propuseram construir movimentos organizados por que depositaram todas as suas esperanças no governo do PT. Não percebem como o PT os deixou sem chão e sem discurso. O governo do PT é um governo com um programa claramente burguês, apesar do apoio popular que tinha até as “jornadas de junho”.
Se o PSDB atacou o Hip Hop e a periferia, um como extensão do outro, o PT continuou atacando a periferia, porém botando o boné do Hip Hop na cabeça do governo.  
Basta verificar os índices de homicídios entre jovens negros para constatar o quanto o vermelho dos 10 anos da estrela petista na periferia é sinônimo de sangue derramado da juventude negra. No período de 2002 a 2012 divulga-se no Brasil uma quase estagnação nos dados sobre homicídios. Acontece que essa situação decorre de uma queda aproximadamente 33% entre os jovens brancos, enquanto entre os negros cresceu 23,4%. A diferença é 56, 4%.  Entre os 12 e 21 anos a taxa entre os negros sai de 2,0 homicídios para cada 100 mil habitantes para 89,6, aumentando em 46 vezes. Em Alagoas, a possibilidade de um jovem negro ser morto é mais de mil vezes superior ao de um jovem branco. O PT, simplesmente, deixou os jovens negros da periferia sem direito a juventude. Para isso foi importante amordaçar o Hip Hop mais politizado do mundo.
O próprio Banco Mundial expressou em seus documentos a preocupação com o crescimento das favelas e da exclusão social dos jovens na América Latina. Pense esses dois problemas no Brasil sem ligá-los suficientemente ao Hip Hop? Simplesmente impossível!
Certamente jovens artistas engajados e com forte influência de massa surgirão no Brasil. O debate em aberto é se teremos condições de avançar do individualismo artístico para a organização coletiva.
CONTRUIR UMA ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE HIP HOP COM UNIDADE NA POLITICA: UMA TAREFA PARA ONTEM
Atuar em movimentos não significa que vamos homogeneizar o Hip Hop. Pelo contrário, a cultura é naturalmente avessa à uniformização por que ela é resultado da relação dinâmica entre os homens e as classes sociais. Por isso, sempre que a mídia comercial burguesa tenta padronizar uma estética cultural surgem novos estilos antiestéticos. A unidade possível entre os artistas é aquela que se dá no campo político e não na estética.
Um artista orgânico é um intelectual orgânico, conforme explica Gramsci. E é orgânico por está organicamente ligado a sua classe. Ele produz cultura conscientemente para sua classe. No entanto, o elemento que os ligam organicamente a sua classe são os movimentos e os partidos.
Alguns honestamente, mas, equivocamente, defendem a não politização da cultura e sua independência política. Nós não pensamos assim. Queremos que as organizações de Hip Hop sejam suprapartidária sim, mas, a independência que defendemos é em relação aos governos, aos empresários e a mídia comercial burguesa. O Hip Hop que tanto jurou independência política a periferia está sendo instrumentalizado pelos governos e pelo grande capital. Nesse sentido queremos avançar no debate apresentando o Movimento Hip Hop Militante “Quilombo Brasil” que foi fundado em 2010 e que, ainda em construção, pretende ser uma das alternativas para a juventude que busca se organizar em torno da cultural Hip Hop.
Assinam este documento
Movimento Hip Hop “Quilombo Brasil”
Movimento Hip Hop do Maranhão “Quilombo Urbano”
Movimento Hip Hop de Chapadinha-MA “Quilombo Urbano”
Movimento Hip Hop do Ceará “Cangaço Urbano”
Movimento Hip Hop de Caxias-MA “Ministério das Favelas”
Movimento Hip Hop de Alagoas- “Tropa de Zumbi”
Movimento Nacional Luta Popular

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Nós do movimento de hip hop Quilombo Urbano, viemos a público, denúncia os atos de violência, discriminação racial na Câmara de vereadores de São Luis.



Ontem foi o dia da assembleia popular na Câmara de vereadores São Luis, assembleia esta que foi marcada, devido à ocupação da Câmara, onde o coletivo de ocupação estaria sendo representado por uma comissão de 10 pessoas, sendo três na mesa de coordenação e sete com direito a voz no plenário, acordo feito com o vice-presidente da casa em exercício e firmado em documento. A assembleia estava marcada para as 10h00min as da manhã, sendo que ao chegamos ao local, fomos impedidos pelos seguranças da Câmara de entra no espaço do plenário e da galeria. Sendo que a galeria do Plenário já estava ocupada por seguranças(policias infiltrados)  e assessores dos vereadores que usaram como tática de manobra ocupação o espaço para impedir que a população  não tivesse acesso. Na entrada da Câmara já fomos recepcionado de forma truculenta pelos seguranças e guardas municipais, onde um guarda municipal jogou spray de pimenta nos manifestante, que queria apenas entra na Câmara para participar da assembleia, que ate o momento não tinha nada de popular. Depois de muita manifestação na entrada, a comissão de negociação conseguir entrar, sendo que no espaço da galeria, as pessoas que conseguiram entrar, ficaram o tempo todo sendo intimidados e ameaçados pelos seguranças. No inicio da assembleia, os vereadores questionados sobre os seus trabalhos na casa, se comportavam com extremo autoritarismo sobre os questionamentos e reivindicações feitos pelos representantes do coletivo, como no ponto da transparência e abertura das contas da casa, onde vereador Sergio Frota perdeu o controle e começou fazer acusação aos representantes do coletivo, chegando ao ponto de exigindo para Reginaldo o único negro coletivo, o seu atestado de antecedentes criminais, apontando  o dedo em direção, onde estava esperando o seu direito a voz. O coletivo de ocupação entendeu que o ato do vereador Sergio Frota, com o companheiro Reginaldo, foi um ato de discriminação racial, onde Reginaldo é o único negro da comissão de negociação, o fato de ter sido questionado os seus antecedentes criminais, foi associado à cor de sua pele, onde no seu subconsciente racista, do vereador, todo o negro é bandido, todo negro tem problemas com a policia, e discriminação pela cor da pele, pela sua condição sócio-racial é racismo, e racismo é crime. Onde não foi só o racismo do vereador Sergio Frota que vieram a toda, mas também as práticas machistas e de abuso praticas pelos seguranças dos vereadores, na hora que foi encerrada a sessão, passando a agredir os manifestantes, que estavam na galeria, como pegar nas partes intima das mulheres que estavam saindo da galeria. A assembleia popular de ontem, só mostrou de que forma os vereadores  estão representando a população de são Luis, onde a democracia só esta em escrita em papel, pois podemos ver e sentir na pele as práticas autoritárias dos parlamentares, chegando ao ponto do presidente da casa, vereador Pereirinha, mandar os seguranças, retirar da galeria, a um manifestante que estava apenas levantando cartaz, com frases como ”eu já sabia, é só ilusão”, onde no próprio regimento interno da casa, garante esse direito de se manifestar na galeria através de cartazes, onde esse direito também não foi respeitado pelos vereadores que parecia esta numa redoma de vidro intocável. Informamos que, as providência legais já foram tomadas, sobre as agressões e a discriminação a Reginaldo. Deixamos aqui o nosso repúdio a esse tipo ditador e opressor de se fazer política.  

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Mostra de Hip Hop e Lançamento da Campanha por Creches na Periferia-Quilombo Urbano e Luta Popular.


Ocupar e Resistir-Quilombo Urbano e Lutar Popular na Ocupação da Câmera.

Nós do movimento de hip hop, Quilombo Urbano, e do movimento Nacional Luta Popular, estivemos presente na ocupação da Câmara de vereadores de são Luis, juntos com os moradores da vila paco, estudantes da Ufma e do ensino médio, militantes de diversos movimentos sócias, e a central sindical e Popular Csp Conlutas, na ocupação da Câmera de vereadores de São Luis. Reivindicando emergencialmente a melhora das estruturas das comunidades como a Vila Paco, que desde fevereiro deste ano esta com os moradores habitando em tendas, abandonados pelos poderes públicos depois de uma enchente que inundou as casas da comunidade. Ainda na pauta emergencial, esta a melhoria do transporte coletivo na capital, a real efetivação dos projetos de mobilidade urbana, por um plano emergência de obras publicas que atendam as demandas das comunidades de periferia, em torno de educação, emprego, saúde, transporte, moradia, saneamento, creches e espaços sócio educativos para realizações de cultura e lazer. Transparência dos gastos com transporte público e Regularização Fundiária. O movimento já alcançou algumas vitórias! Mesmo em recesso, alguns vereadores estiveram no local e ouviram as pautas de reivindicações. Mesmo contrariados os vereadores, fora obrigados marca uma assembleia popular para o dia 07 de agosto na volta do recesso, com 10 representantes do movimento de ocupação, sendo três na mesa de coordenação e 7 com direito a voz no plenário, para se discutir os três pontos de reivindicações; Mobilidades Urbana, Regularização Fundiária, Abertura das contas das empresas de transporte público, sendo que a população estará presente acompanhando a assembleia na galeria da câmara através de um telão no pátio interno da câmara. Acreditamos que é um direito legitimo da população,  ocupar e tomar posse daquilo que por direito e seu. Nos sete dias de ocupação, teve 7 assembleias populares sobre a sistematização das pautas de reivindicações, 3 aulas publicas, debate sobre opressões, a exibição do filme Uma Onda no Ar, radio favela, resgatando a importância das rádios comunitárias, e um grafiti feito pelos grafiteiros do Quilombo Urbano, com o titulo de “Ocupar e Resistir. Nas negociações, os vereadores, exigiram a desocupação da câmera ao firmarem compromisso documentado, da realização de uma assembleia popular para o dia 07 de agostos, onde o coletivo de ocupação a ser reunir em assembleia,  e decidiu desocupar a Câmera no dia 29, saindo em passeata, fazendo um ato de passe livre com catraca zero, no terminal de integração da praia grande chamando a população para entrar sem pagar passagem, e convocando a população, a esta presente no dia, 07 de agosto às 10:00hs na assembleia popular, na Câmera de vereadores de São Luis.

Movimento de hip hop Quilombo Urbano e Movimento Nacional Luta Popular.