Rosenverck E. Santos
Professor da UFMA,
militante da CSP CONLUTAS
militante do Movimento Quilombo Raça e Classe.
No dia que entrou em vigência o Estatuto da Igualdade Racial a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, dedicou o seu programa eleitoral ao que ela chamou de grande avanço da democracia brasileira. Não parou por aí. Trouxe, em seu discurso pérolas há muito desmistificadas pelo movimento negro como a do Brasil mestiço, onde não ocorre ódio racial e todas as raças se respeitam mutuamente formando uma nação harmônica e democrática, precisando apenas alguns ajustes. Não fosse trágico poderíamos pensar ser uma piada. Mas não era!
Tal afirmação não era apenas um jogo retórico de uma presidenciável. Pelo contrário, demonstra um projeto de país que acredita e difunde a Democracia Racial como pressuposto de legitimação do poder existente e da ordem necessária para se atingir o progresso. Qualquer semelhança com o ideário racista e positivista do inicio da República que empurrou a população negra para a marginalidade associando democracia e coesão racial, não é mera coincidência!
Este projeto consubstanciado no discurso eleitoral avança para além da verborragia descontextualizada para se materializar, enquanto projeto de país, na destruição das reivindicações históricas do movimento negro emblematizado na farsa do Estatuto da Igualdade Racial, na invasão do Haiti e no assassinato de milhares de crianças, homens e mulheres negras pelo exército de Lula e pelo veto dos artigos que tratam de financiamento da Lei 10.639/03. Ou seja, enquanto projeto de nação, você reconhece a diversidade etnicorracial do povo brasileiro e a mantém no plano ético, moral e intelectual, isto é, afirma a necessidade de se respeitar a diversidade como atitude intelectual e cultural, mas no plano concreto da materialidade não oferece nenhuma condição de implementação e implantação. Resultado esperado: a população negra mais uma vez será responsabilizada pelo seu lócus social na sociedade de classes. A lógica é simples: - se foi garantida as oportunidades, qual será a razão da pobreza social dos negros e negras. A resposta é velha: a incapacidade intelectual e moral dos negros e negras. Mais uma vez, qualquer semelhança com o ideário racista do inicio da República que empurrou a população negra para a marginalidade associando democracia e coesão racial, não é mera coincidência!
É por isso que as ações do governo do PT, muito habilmente, absorvem as demandas do movimento negro e as adequam ao estatuto puramente jurídico abstrato formal sem nenhuma ação real e concreta para torná-las implementadas e implantadas. É dessa forma que se garante a introdução da lei 10.639, no plano jurídico, mas não se garante o financiamento, nem a estrutura suficiente para a formação e viabilização da lei. Qualquer militante honesto do movimento negro sabe disso! É por isso que o governo e Dilma se vangloriam do Estatuto da Igualdade Racial retirando todos os parágrafos e ações que realmente mudavam alguma coisa na estrutura desigual desse país, mantendo inclusive a famigerada ideia de Democracia Racial. É um verdadeiro presente de grego – um presente ao estilo europeu fornecido pelos democratas do DEM e da bancada rural com o conchavo petista – para os pretos e pretas do Brasil. Levante o braço a entidade do movimento negro que também está nesse conchavo!
A direita liberal e/ou neoliberal tem bem claro seus aliados e/ou seus inimigos. A Frente Popular liderada por Lula e agora por Dilma também tem! Com uma diferença. Enquanto a direita neoliberal tem os movimentos sociais como inimigos, a direita travestida de esquerda conhece a força dos movimentos sociais e sabe (infelizmente) como cooptá-los. Sabendo que precisa de base de apoio que vá para além das oligarquias e da burguesia, a Frente Popular manipula e utiliza as lideranças como forma de anestesiar as reivindicações numa espécie de contrato social – outro presente à moda européia (?) - entre a elite e os movimentos sociais. Os movimentos sociais adestrados tergiversam e criam manobras linguísticas utilizando todo arsenal do português para afirmarem que “poderíamos ter mais, porém já avançamos muito”.
A questão, no entanto, não é se poderíamos ter conquistado mais, e sim, o que realmente poderíamos ter conquistado e o que realmente conquistamos e perdemos. Todo governo de Frente Popular, em sua função mediadora entre os exploradores e opressores e os movimentos sociais sabe magistralmente conceder com uma mão e retirar com a outra. O que se concede é maior e mais qualitativo do que o que se retira? Os artigos retirados da lei 10.639/03 valem menos que os outros? Vejam o Estatuto da Igualdade Racial, a invasão do Haiti, as secretarias sem orçamento e tantas outras medidas que estão na base e sustentam qualquer política pública que realmente se pense em fazer funcionar. Mas o pior não é isso!
O pior está no silêncio (dos vencidos?) de alguns movimentos sociais que ao se adaptarem à função mediadora do governo Lula e da proposta de governo de Dilma não apenas abandonam a rua para se tranca(fia)rem em escritórios com ar condicionados – à moda europeia ?– mas constroem um arsenal discursivo que joga na lata do lixo qualquer história militante e qualquer desconstrução simbólica que décadas e décadas foram necessárias para se fazer ouvir e sentir.
É por essa razão que ouvimos essencialismos conservadores como apoiar Dilma apenas por ser mulher. O essencialismo é uma marca da direita racista, é sua cria pseudocientífica. Atrelar a capacidade intelectual e moral à condição de sexo ou etnicorracial é criação racista da direita. Entrar nesse campo é jogar o jogo da elite que não faz parte de nossa história, de nossa memória e de nossa resistência. Apoiar Dilma por ser a primeira mulher presidente é reproduzir o discurso marginalizador da burguesia e reafirmar o essencialismo hierarquizado do ser humano. Se fosse um jogo de xadrez: - Xeque da direita!
Sabemos que o Estado apesar de ser um instrumento da burguesia para dominar é composto por contradições e que devemos atuar nessas contradições para atingir conquistas democráticas. Saber disso, no entanto, não nos autoriza a compactuar com um governo que mente, abusa da corrupção e empreende ou apoia o extermínio da juventude negra, da venda do pais, do desmonte da Universidade e do funcionalismo público que afeta indiscutivelmente a grande maioria da população negra do Brasil. Para atuar nas contradições do Estado, este Estado tem que estar sob o nosso controle, caso contrário, somos nós que estamos sob o controle dele.
Aos movimentos que chamaram voto a Dilma e a apóiam sintam-se a vontade para assumir esse governo como seus, afinal, as ruas, as greves, as passeatas, as barricadas estão pouco a pouco (ou muito em muito ?) deixando de lhes pertencer. Nessa relação entre Estado e movimentos sociais, vocês já são Estado e muito pouco movimento. Por isso a retórica de que podemos ainda conquistar mais... é retórica governista. É retórica lulista, sarneysta, collorista e de tantos outros oligarcas por esse país a fora!
Conquistar ou reconquistar a nossa história de resistência...isso sim, seria uma conquista que orgulharia Zumbi dos Palmares que não aceitou ser Estado opressor e se manteve no fronte de batalha!!
- Aos vencedores (ou vencidos?) reafirmamos: estaremos presente nas ruas, nas passeatas e nas greves entoando as lições de Solano Trintade que nos ensinou por meio de suas poesias – poesias que devemos revisitá-las – que não são irmãos aqueles negros que estão ao lado dos exploradores e opressores, não são irmãos aqueles negros que estão com as multinacionais,
são nossos irmãos apenas aqueles negros que continuam lutando pela liberdade e resistência da população negra...
Xeque-Mate da população negra trabalhadora!!!
SONHOS E PROTESTOS, TRINCHEIRA E POESIA, SÃO MARCAS DE QUEM VIVE E LUTA NA PERIFERIA
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
DILMA, O GOVERNO LULA E A LUTA DA POPULAÇÃO NEGRA: entre o gabinete e a rua, o que fazer?
terça-feira, 31 de agosto de 2010
CARTA ABERTA AO HIP HOP MILITANTE BRASILEIRO
CONSTRUAMOS O NOVO!
Há momento em que os indivíduos têm que tomar decisões importantes nos rumos de suas vidas. Com as organizações políticas e culturais não é diferente. No Hip Hop, mais do que nunca, é hora de tomar decisões. Os prognósticos que fizemos desde o surgimento do Quilombo Brasil em 2008 ou mesmo os que o Quilombo Urbano já fazia há mais de dez anos tem, infelizmente, se confirmado a cada dia. O Hip Hop brasileiro está ficando do jeito que a burguesia quer, despolitizado e mercantilizado.
Quem diria que um dia o Racionais estaria de mãos dadas com a Nike e gravando clipe para o Fantástico, MV Bill no Faustão e no Malhação, entre tantas outras mudanças radicais que vem ocorrendo no Hip Hop brasileiro. Em termo de organizações também o rumo é parecido. O governo abriu a torneira de financiamento para fechar a válvula de escape da indignação política que o Hip Hop representa na favela.
Só para se ter uma idéia, o Prêmio Cultura Hip Hop 2010 Preto Ghoez do Ministério da Cultura, envolve um montante de mais de um milhão e meio de reais. A Zulu Nation, organização histórica de Hip Hop mundial, tem até parceria com a Legião da Boa Vontade. No nordeste grande parte dos movimentos se converteu em ONG’s, algumas chegam até a realizar parcerias com o aparato policial. No entanto, assim como nós, quase todas as organizações reconhecem que há uma crise, mas o que a maioria não consegue reconhecer ou admitir é que eles são parte da crise.
Assim como o PT conseguiu controlar o setor majoritário do movimento sindical e popular, também conseguiu fazer o mesmo com o setor igualmente majoritário do Hip Hop brasileiro. Por isso o candidato a vice-presidente de Dilma (PT), Michel Temer (PMDB), afirmou que país está bem por que os movimentos sociais e os pobres estão pacificados. O país não está pacificado, é claro, mas que a maioria dos movimentos sindicais e sociais passou a ser satélite político do governo Lula, não deixa de ser uma dura realidade.
A UNE saiu das ruas para apoiar quase todos os ataques de Lula à educação pública. A CUT se transformou numa máfia de dirigentes milionários que apóia inclusive demissões de trabalhadores e ataques aos aposentados. No Maranhão muitas de suas lideranças estão juntas com o grupo Sarney. O MST viu a reforma agrária regredir mais do que no governo de FHC, na verdade no governo Lula a reforma agrária deixou de existir, agora é só regularização fundiária, não existe mais expropriação de latifúndio. Apesar disso, a direção do MST continua apoiando o governo Lula, ainda que criticamente.
Com a maioria das entidades do Movimento Negro a cena se repete. A aprovação, ou melhor, a destruição do Estatuto da Igualdade Racial foi um dos maiores crime cometido pelo Estado brasileiro contra a população negra nos últimos anos. De acordo com esse Estatuto o racismo deixou de existir no Brasil e as cotas foram extinta do projeto, tudo isso com o aval do PT. No entanto, a grande parte das entidades do Movimento Negro segue apoiando Dilma e Lula.
Me Diga com Quem Tú Andas....
Durante a década de 1990 estivemos com a CUT, com o PT, com a UNE, aprendemos muitos com eles e nos orgulhamos muito por isso, mas não dar mais pra caminhar de mãos dadas com quem estende as mãos aos inimigos de nosso povo. Essa é a encruzilhada que nos encontramos. A ousadia sempre foi uma marca do Hip Hop, remar contra a maré, enfrentar as adversidades para superar os obstáculos. Sem ousadia não pode haver lutas e sem lutas não haverá vitórias. Nesse momento caminhar com quem caminha contra nosso povo significa engrossar as fileiras do inimigo, significa legitimá-los.
A partir do próximo período a economia brasileira entrará em um processo de estagnação segundo o próprio governo. Esse ano o decifict da conta corrente do Brasil chegou a quase 50 bilhões de reais, o maior desde 1946. A crise econômica baterá mais forte nas portas dos favelados e os ataques virão contra a classe trabalhadora, não temos dúvida disso.
Os investimentos em repressão policial têm crescido de forma assustadora no Brasil. A presença de tanta droga na periferia não é atoa, é uma política de Estado, é uma estratégia da burguesia nacional e do imperialismo para controlar um setor da população brasileira que não tem mais nada a perder. Até o Hip Hop, em muitos estados e municípios, está no atoleiro do crak e da guerra interna, política de Estado que divide e mata! É claro que a favela, por contra própria, reagirá a isso, passando inclusive por cima das ONG’s, que hoje são financiadas pelo governo para manter o controle social que o capital internacional necessita para circular em nosso país. Mas, nenhuma luta cega, por mais justa que seja, resultará em processos revolucionários. Cedo ou tarde a burguesia fechará o processo.
Por isso temos que construir algo grandioso, que esteja acima de nossas atuais organizações de cidades e estados. Temos que construir uma ferramenta política e cultural nacional, que seja de periferia, que seja revolucionária, que seja socialista, portanto, que não pode ser ONG nem financiada pelos governos ou pelo imperialismo. Não será possível combater o demônio aliando-se ao seu próprio rabo!
Quilombo Brasil: uma alternativa em Construção
O Movimento Hip Hop Militante “Quilombo Brasil” é uma experiência muito recente, mas que preserva a ousadia do Hip Hop Militante desse país. Recentemente lançamos a Campanha Pelo Fim da Guerra Interna, uma campanha formidável para construir a unidade política da favela, mas é ainda muito modesta para a grandeza dos desafios colocados para nós. No Maranhão construímos, via Quilombo Urbano, as marchas da periferia.
Nossa parte estamos fazendo, mas não basta só boa vontade, queremos construir algo que faça esse país tremer perante aqueles que tremem de indignação contra o capitalismo. Queremos construir um Quilombo Brasil em cada cidade desse país e uma posse em cada quebrada dessas cidades, posses que funcionem como células revolucionárias de nosso organismo nacional, o MHMQB. Não precisamos mais provar pra ninguém que somos bons construtores de rimas, ótimos maestros nos toca discos, excelentes grafiteiros e excepcionais dançarinos, no entanto, precisamos dar um salto de qualidade em nossa forma de organização política. Por isso estamos propondo um amplo debate entre as diversas organizações ou adeptos e militantes independentes que, como nós, querem tirar o Hip Hop do atual estado de coisas em que se encontra e construir algo que supere inclusive nossa briosa atuação na década de 1990.
Nós do Quilombo Brasil só não abriremos mão dos nossos princípios já consolidados desde 2008 que versa sobre a independência perante aos patrões e a autônima diante do Estado. Não abriremos mão do nosso objetivo estratégico que é a destruição do racismo, do machismo, do homofobismo e do capitalismo, bem como da construção do socialismo. No campo da arte e da cultura esses princípios só terão sentido se as mesmas forem plenamente livres e revolucionárias. No mais, façamos o debate, construamos o novo, construamos o MHMQB.
MOVIMENTO HIP HOP MILITANTE QUILOMBO BRASIL
POR QUE NÓS DO QUILOMBO URBANO APOIAMOS O PSTU
O sentimento contra partidos políticos é muito forte entre a juventude das periferias de nosso país, e não sem razão. Nosso povo é obrigado a votar de dois em dois anos, mas é impedido de decidir sobre os rumos de suas próprias vidas durante os mandatos. Tudo fica restrito há alguns picaretas que transformam o parlamento em um espaço de discursos evasivos ou num balcão de negócios de suas famílias e empresas. Além do mais, a periferia não agüenta mais tanta promessa de melhoria de educação, saúde de qualidade, geração de emprego e ter como retorno só repressão da polícia, o único braço do Estado visível em nossos bairros. Muitos, por necessidade ou por descrença na política, preferem “vender” seus votos, visto que na democracia dos ricos a maioria dos candidatos também virou mercadoria. Milhões e milhões de reais são despejados nas contas desses senhores e senhoras, uma verdadeira farra eleitoral num país que tem mais da metade da população (54%) vivendo em situação de pobreza, no Maranhão 3 milhões vivem com menos de 120 reais.
Por outro lado, os partidos que no passado diziam defender os trabalhadores hoje nos envergonham. O exemplo do PT é desastroso, apóiam Roseana, João Alberto e Lobão, ou seja, apóiam os carrascos históricos do povo negro e pobre do nosso estado. Marina Silva é do partido de Sarney Filho, o PV, e seu vice, o empresário Guilherme Leal é um dos donos da Natura e o 13º homem mais rico do Brasil. Ele é acusado de roubar descobertas indígenas para fabricação de sabonetes e xampu. O PC do B de Flávio Dino segue a mesma linha, participou em dois governos de Roseana Sarney, enquanto Jackson Lago após derrotar o grupo Sarney nas eleições de 2006, resolveu atacar os trabalhadores com a tal “Lei do Cão” e a periferia com repressão policial. COM TANTA PICARETAGEM SERIA NATURAL ESSE SENTIMENTO CONTRA PARTIDOS... PARA NÓS DO QUILOMBO URBANO, NÃO!
Nosso apoio ao PSTU é por que esse foi o único partido que ao longo dos seus 16 anos não nos decepcionou. O PSTU participa das eleições, mas aposta mesmo é na luta direta dos trabalhadores. Seus candidatos são da classe trabalhadora, da periferia, são negros e, acima de tudo, são de luta. O PSTU não aceita financiamentos de empresas e nem de empresários por que seu compromisso é com a classe trabalhadora e não com a burguesia. Por isso mesmo a imprensa burguesa tem excluído o PSTU dos debates, assim como excluem a periferia de seus programas, a não ser daqueles como Bandeira 2 e o De Olho Em Você.
Apoiamos o PSTU por que esse humilde e valente partido sempre esteve conosco nas lutas mais encarniçada que tivemos contra a violência policial, como no caso de Gerô, das diversas prisões de nossos militantes, na campanha pelo fim da guerra interna na periferia ou mesmo nas marchas da periferia que realizamos desde 2006. Apoiamos o PSTU por que esse partido compreende a importância da luta racial contra a dominação capitalista. Assim como o PSTU nós do Quilombo Urbano não acreditamos nas eleições, mas queremos disputar a consciência de nossa juventude que em sua grande maioria votam nos partidos burgueses.
Por tudo isso e muito mais motivos aprovamos a candidatura de nosso histórico militante Hertz como candidato a Vice- de Marcos Silva. Estamos nessa disputa por que não se trata apenas de coleta de votos, mas de combater todos os tumores do capitalismo (racismo, machismo, homofobismo, violência policial, etc.) por dentro e por fora das eleições. Estamos nessa disputa por que queremos destruir o capitalismo e construir uma sociedade socialista que tanto defendemos em nossas canções, encenações corporais e artes visuais.
PELA CONSTRUÇÃO DO SOCIALISMO, APOIAMOS O PSTU!!!
MOVIMENTO HIP HOP ORGANIZADO DO MARANHÃO QUILOMBO URBANO
terça-feira, 7 de julho de 2009
MHMQB: Orgulho de ser periferia, Orgulho de ser Independente, orgulho de ser revolucionário!
Em meio à crise de legitimidade em que a maioria das ONG de Hip Hop governista se encontra nasce uma alternativa que para muitos parecia improvável. Lançado embrionariamente em novembro de 2008 no Maranhão durante as atividades da 3ª Marcha da Periferia, o Movimento Hip Hop Militante Quilombo Brasil (MHMQB) em apenas oito meses de existência tem recebido adesões de organizações de Hip Hop de diversos estados do Brasil (MA, CE, RJ, GO, SP, PI, RGS, etc), além de militantes independentes e de torcidas organizadas de time de futebol.
Em busca de estruturar seus coordenadores, o Hip Hop governista entrou num mar de lama nunca visto antes com parcerias com instituições assassinas como o Banco Mundial que massacra os povos do terceiro mundo, Rede Globo, partidos neoliberais (do PT ao PSDB), até com a polícia existe projetinho faz de conta. Enquanto isso a juventude negra ver seus sonhos mergulhados no mar de sangue da periferia. Muita gente foi para casa decepcionado com tanta sujeira envolvendo um dos mais autênticos e radicalizados movimentos político e cultural que a juventude negra viu nascer desde os quilombos, mas outros mantiveram-se firmes, resistindo aos assédios da mídia, dos telefonemas com ofertas de emprego em algumas dessas ONG , as calúnias e até ironia de que “trabalho de formiga não rende”. Erraram por julgar as formigas pelo tamanho e não pela coletividade de suas ações. Valeu apenas resistir, estamos orgulhosos de ver o MHM Quilombo Brasil caminhando na contramão daqueles que ajudaram a lavar as mãos sujas de sangue dos “Pilatos” assassinos de nossa gente.
O Hip Hop brasileiro começa a reencontrar-se consigo mesmo e com sua honrosa história de resistência. Uma iniciativa do MHMQB que tem recebido apoio de dezenas de movimentos sociais pelo Brasil é a campanha “Pelo Fim da Guerra Interna na Periferia” que denuncia o genocídio negro resultante desses conflitos, a criminalização da pobreza e propõe uma reação organizativa da periferia contra os poderosos. Do mesmo modo nos dias 19, 20 e 21 de novembro deste ano o MHMQB estará promovendo um grande encontro no Maranhão com suas organizações e seus simpatizantes. O objetivo central desse encontro, além da fundação oficial do MHMQB, é desencandear uma reação em cadeia da juventude negra e pobre contra o racismo, o capitalismo e seus representantes. Mas isso só será possível se esse crescimento do MHMQB for multiplicado tantas outras vezes, se em cada canto deste país estiver um hip hop quilombola organizado A história provou que o Hip Hop governista é um projeto fracassado, servindo apenas para encher o bolso de alguns a custa da ilusão da maioria. Por isso chamamos você que acredita na força da periferia organizada, que acredita na autonomia dos favelados, que acredita que a revolução só poderá ser edificada com as mãos dos oprimidos e não de mãos dadas com os opressores, a vir construir conosco essa ferramenta de luta e organização política e cultural da periferia que é o MHMQB.
NEM GUERRA ENTRE OS POBRES NEM PAZ ENTRE AS CLASSES!
Em busca de estruturar seus coordenadores, o Hip Hop governista entrou num mar de lama nunca visto antes com parcerias com instituições assassinas como o Banco Mundial que massacra os povos do terceiro mundo, Rede Globo, partidos neoliberais (do PT ao PSDB), até com a polícia existe projetinho faz de conta. Enquanto isso a juventude negra ver seus sonhos mergulhados no mar de sangue da periferia. Muita gente foi para casa decepcionado com tanta sujeira envolvendo um dos mais autênticos e radicalizados movimentos político e cultural que a juventude negra viu nascer desde os quilombos, mas outros mantiveram-se firmes, resistindo aos assédios da mídia, dos telefonemas com ofertas de emprego em algumas dessas ONG , as calúnias e até ironia de que “trabalho de formiga não rende”. Erraram por julgar as formigas pelo tamanho e não pela coletividade de suas ações. Valeu apenas resistir, estamos orgulhosos de ver o MHM Quilombo Brasil caminhando na contramão daqueles que ajudaram a lavar as mãos sujas de sangue dos “Pilatos” assassinos de nossa gente.
O Hip Hop brasileiro começa a reencontrar-se consigo mesmo e com sua honrosa história de resistência. Uma iniciativa do MHMQB que tem recebido apoio de dezenas de movimentos sociais pelo Brasil é a campanha “Pelo Fim da Guerra Interna na Periferia” que denuncia o genocídio negro resultante desses conflitos, a criminalização da pobreza e propõe uma reação organizativa da periferia contra os poderosos. Do mesmo modo nos dias 19, 20 e 21 de novembro deste ano o MHMQB estará promovendo um grande encontro no Maranhão com suas organizações e seus simpatizantes. O objetivo central desse encontro, além da fundação oficial do MHMQB, é desencandear uma reação em cadeia da juventude negra e pobre contra o racismo, o capitalismo e seus representantes. Mas isso só será possível se esse crescimento do MHMQB for multiplicado tantas outras vezes, se em cada canto deste país estiver um hip hop quilombola organizado A história provou que o Hip Hop governista é um projeto fracassado, servindo apenas para encher o bolso de alguns a custa da ilusão da maioria. Por isso chamamos você que acredita na força da periferia organizada, que acredita na autonomia dos favelados, que acredita que a revolução só poderá ser edificada com as mãos dos oprimidos e não de mãos dadas com os opressores, a vir construir conosco essa ferramenta de luta e organização política e cultural da periferia que é o MHMQB.
NEM GUERRA ENTRE OS POBRES NEM PAZ ENTRE AS CLASSES!
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